quarta-feira, 14 de abril de 2010

Reclamar, Reclamar


......Em tempos de chuva grossa reclamar da vida, do trabalho, do namorado é um tanto egoísta ante às tragédias climáticas nas quais vivenciamos. Mas, se me permite dizer uma coisa, reclamar de tudo, seja em qualquer circunstância, faz parte da sobrevivência humana, independente de chuvas, deslizamentos, maremotos, piranhas assassinas... Precisamos falar, dizer o que nos incomoda. É uma forma de se libertar, se purificar das humilhações diárias, expurgar a intolerância alheia, inscrever nos objetos, no ar, nas coisas, nas raízes de nossa insatisfação. E isso tudo tem a ver com não morrer.
......Eu sou uma lady, não sou do tipo que qualquer coisinha mando a sujeita tomar no cú. Meu instinto de vingança verbal é bem mais acurado que isso; me dá uma caneta e um papel e te mostro minha raiva; me da um computador veloz e a vida fica bem melhor. Eu já disse: o que move o mundo são as frustrações. Num belo dia, a garota Marina finalmente dorme oito horas, acorda achando que o mundo é dela, vai ao trabalho, bate o recorde de vendas de cartão, e para que? Para que olhos gordos e invejosos se juntem num complor, produzindo comentários estúpidos e sem fundamentos sobre os métodos profissionais da garota Marina.

Um comentário:

  1. As coisas sempre foram assim desde que o mundo é mundo. Marina, um dia é o da caça, e o outro é do caçador. Nem esquenta com essas pessoas...

    Apesar de eu não ser tão bom com as palavras quanto você, me permite fazer duas correções?

    Cu não tem acento e o correto não é complor, é complô.

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