terça-feira, 6 de abril de 2010

Cinderella Malhada


......Eu quero falar uma coisa sobre o Fiuk da Malhação, pode ser?
......Eu não o acho bom ator, muito menos bom cantor, além de considerar grande exagero a euforia em torno desse rapaizinho, capiche!?. E penso que até ele concordaria comigo e assinaria em baixo me colocando num pedestal, já que das vezes que o vi em programas de auditório, ele estava com aquela cara de o-que-fiz-pra-merecer-tudo-isso? Verdade!, aquela carinha dele tipo me-colocaram-aqui-de-repente-e-eu-nao-sabia. Parece de família, a Cleo Pirez no começo da carreira também tinha essa cara de ops-acho-que-se-enganaram-mas-não-conte-a-ninguém. Bem, como ator e cantor, talento, talento, o Fiuk ainda não tem, mas em compensação seu nível de Sex appeal é estratosférico, benzadeus. Mas quer saber, pra mim não interessa muito essa coisa de Sex appeal ou capital erótico, até porque, o que adianta achá-lo bonito, maravilhoso, encantador, sorriso lindo, lindo, se ele vive na Globo e eu num Call Center?. Quer distância maior que isso? Quer tortura maior que essa? Quer desespero mais caudoloso para uma garota com sonhos utópicos? Ficar grudada na T.V, esperar que ele apareça nos poucos minutos de Malhação, só para suspirar apaixonada, não dá, não dá mesmo, é autoflagelação involuntária.
......Essa minha vida de Cinderella pós-moderna me mata. E a bruxa madrasta, que é o meu supervisor, me obriga a trabalhar seis horas por dia, sem possibilidade de atrasar minhas pausas. Decretei, portanto, o dia e o momento em que rodarei a baiana naquela central, descendo do salto do profissionalismo e cometendo meu ato mais climático para uma justa causa: o momento em que tiver que vender cartão para o Fiuk e quando ele disser alô, pedi-lo em casamento, e se disser não, ameaço apagar todos seus dados cadastrais, prejudicando toda a sua vidinha de playboy-bebendo-no-sucesso-dos-pais.

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